Acordar cedo enjoa, mas acordar tão cedo a ponto de ver a lua, alegra. Acorda.
Passar o dia todo entre paredes ouvindo doutores dizerem o que é isso, o que é aquilo.
Laboratório de física logo após a educação física, o que me levou do extremo quente ao extremo frio.O que vai me render um resfriado, mas isso é amanhã.
Chegar, e tomar um banho fresco. Como alguém já disse, não tem preço.
Parei pra analisar toda a situação em que eu to: Deveres todos os dias, arrumar partes aleatórias da casa, acordar cedo e dormir tarde. Comer salada sem gostar de metade do que está nela, e admitir a mim mesma que eu estou tentando comer.
Minha mãe me disse que a nossa vida é feita das escolhas que nós fazemos.
Acho que a solução é aproveitar até o pior dos males. Tudo passa mesmo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Alguns aprendizados -parte 2
1- Não perca seu chinelo, para não andar descalça. (minha mãe sempre diz isso)
2- Não encoste no fogo se não quiser se queimar. (duh)
3- Se não quer se apaixonar, se mate.
4- Se não quer se matar... encare o fato de que vai se apaixonar.
5- Se se apaixonar, escreva.
6- Se não gosta de pimenta, não coma comida australiana.
7- Saiba que "destino é a ponte que você constrói para a pessoa amada."
8- Entenda que a pessoa amada pode estar longe.
9- E que a ponte pode ser longa.
10- E que isso não pode ser uma limitação.
11- Nunca, eu repito, NUNCA, diga nunca. Exceto nesse caso.
12- Nem escreva textos longos em um blog sem ibope, porque ninguém vai ler.
2- Não encoste no fogo se não quiser se queimar. (duh)
3- Se não quer se apaixonar, se mate.
4- Se não quer se matar... encare o fato de que vai se apaixonar.
5- Se se apaixonar, escreva.
6- Se não gosta de pimenta, não coma comida australiana.
7- Saiba que "destino é a ponte que você constrói para a pessoa amada."
8- Entenda que a pessoa amada pode estar longe.
9- E que a ponte pode ser longa.
10- E que isso não pode ser uma limitação.
11- Nunca, eu repito, NUNCA, diga nunca. Exceto nesse caso.
12- Nem escreva textos longos em um blog sem ibope, porque ninguém vai ler.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Misterioso.
Nós nos sentamos, um lado ao outro. Sem pausas conversamos sobre nada, e falamos. Das músicas que tocavam no rádio do carro que andávamos, do carro com o qual cruzávamos o dia inteiro perto ao mar. Dos antigos amores que dizíamos esquecer, mas que, sabíamos ambos, ainda estavam conosco. Mais precisamente, entre nós. Falamos dos nossos pais, que, tão próximos, sempre sonharam que nos casássemos, e rimos com essa situação. E confessamos que, honestamente, e cá entre nós, queríamos que isso já tivesse acontecido. Depois confessamos que talvez se o tivesse não estaríamos atravessando o vento frente ao por do sol, e sim cuidando das crianças pulando no sofá de casa e reclamando feito dois velhos jovens. Era melhor que nos casássemos depois. Apaixonados e sem beijos, sem mãos dadas, sem sussurros. Sem te amos, sem audácias. Mas era como se o nome dele estivesse gravado no meu destino, e o meu, em seu coração. E como uma tatuagem, envelheceria conosco, enquanto nós nunca deixaríamos o amor envelhecer.
Talvez, mais adiante, eu subisse de véu e grinalda e trocaríamos alianças, mas, por hoje, os olhares eram satisfatórios, os risos eram suficientes, e a falta de assunto que a nada levava, apenas a sua atenção na direção, e que nos constrangia, e que nos abalava, marcando seu nome em meu testamento, e meu nome nele se tornou quase vital.
Já não nos importava depois.
Talvez, mais adiante, eu subisse de véu e grinalda e trocaríamos alianças, mas, por hoje, os olhares eram satisfatórios, os risos eram suficientes, e a falta de assunto que a nada levava, apenas a sua atenção na direção, e que nos constrangia, e que nos abalava, marcando seu nome em meu testamento, e meu nome nele se tornou quase vital.
Já não nos importava depois.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Hello.
me sinto tão mais forte quanto ao desconhecido
que quanto aquilo que já conheço.
o medo de me ferir pelo desconhecido é perdoável
o medo de me ferir pelo que conheço não.
O que eu faço com o silêncio
que se encontra bem meio aos dois?
que quanto aquilo que já conheço.
o medo de me ferir pelo desconhecido é perdoável
o medo de me ferir pelo que conheço não.
O que eu faço com o silêncio
que se encontra bem meio aos dois?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Em partes.
minha garganta era segredo. lá no fundo, onde os sons se formavam, ela tremia.
tremia por ser parte iniciante, tremia por ser parte excitada.
já pronunciava a primeira nota, e não falhaste. Minha cabeça fez barulho de arranhão em lata.
rasgando meus ouvidos. penetrando minha alma.
e enfim, cortando lentamente a porta do coração, senti a garganta emitir a voz,
e o arranhão virar música.
Cada parte de mim agora, fisica e psicologamente falando, eram música.
feita de música, já deixei com que as partes de mim deixassem ser levadas pelas notas,
deixassem ser compostas pela melodia,
e eu, harmonica, deixei minha mente dedilhar em mim, fazendo cócegas.
deixei os meus olhos brilharem, feito uma harpa ao longe com a luz do sol a irradiar sobre ela.
deixei meus dedos navegarem pelo microfone, e pelo ar, como um grande navegador rege seu navio.
um grande navegador que já não é controlado pelas ondas. e sim as controla.
então, quando o sinuoso som de fecho da ultima nota me rasgou
saí de lá em pedacinhos esperando pela cola que iria me recompor para a próxima canção.
tremia por ser parte iniciante, tremia por ser parte excitada.
já pronunciava a primeira nota, e não falhaste. Minha cabeça fez barulho de arranhão em lata.
rasgando meus ouvidos. penetrando minha alma.
e enfim, cortando lentamente a porta do coração, senti a garganta emitir a voz,
e o arranhão virar música.
Cada parte de mim agora, fisica e psicologamente falando, eram música.
feita de música, já deixei com que as partes de mim deixassem ser levadas pelas notas,
deixassem ser compostas pela melodia,
e eu, harmonica, deixei minha mente dedilhar em mim, fazendo cócegas.
deixei os meus olhos brilharem, feito uma harpa ao longe com a luz do sol a irradiar sobre ela.
deixei meus dedos navegarem pelo microfone, e pelo ar, como um grande navegador rege seu navio.
um grande navegador que já não é controlado pelas ondas. e sim as controla.
então, quando o sinuoso som de fecho da ultima nota me rasgou
saí de lá em pedacinhos esperando pela cola que iria me recompor para a próxima canção.
sábado, 5 de dezembro de 2009
She had
A little box in his passenger sit while she was going nowhere. She looked to the moon, to the box, and let her mind just open, cause, these days it was so closed for thinking bout stuff, she thought.
And also thought it would be better as soons as possible with an open mind, cause it makes you believe more, it makes you breath better, and be more patient with every single thing.
She opened her mind, but she didn't opened the box.
The driveway now was just for her. Just the sound of the car, and the wind blowing against her. She tried to turn on the radio, but it didn't sound really good, her ears wanted to hear the silence.
She stoped the car, waited kind of 5 seconds, then, getting crazy, started to open the box.
The letters with his sign, the stupid music he wrote for her, the car stoped front of the beach they were joking someday, and she could remember each second of that moment like it was yesterday.
Sad part it wasn't yesterday. It was far. A memory just down the stairs of her mind now she wanted just to put off.
The sad song she wrote to him two years ago, that she was singing now with low voice and tears ready to get down. The song was asking where he had gone. And so was her.
But the final answer for all that drama thing about letters, and memories, was the point of the trip till the beach, that was taking it out of her life like it was just trash that sometimes was so strongly memorable she could cry. But it was still trash.
She got down, made her way to the sea with papers in her hands, and the shore made her feet sink on it. She said goodbye. She said you're out. She said of me.
She drived her way back home thinking about what was ready to come and not what had already happened, espetually what had already got wrong, like she used to do.
She forgot the things about someone who had made her so bad, and tried, now, to remember all the good feelings this person brought.
Finally, she was a girl who couldn't be controled by her memories anymore. She learnt to control that like her own way. Driving it to the right, to the left. And always with direction Front.
And also thought it would be better as soons as possible with an open mind, cause it makes you believe more, it makes you breath better, and be more patient with every single thing.
She opened her mind, but she didn't opened the box.
The driveway now was just for her. Just the sound of the car, and the wind blowing against her. She tried to turn on the radio, but it didn't sound really good, her ears wanted to hear the silence.
She stoped the car, waited kind of 5 seconds, then, getting crazy, started to open the box.
The letters with his sign, the stupid music he wrote for her, the car stoped front of the beach they were joking someday, and she could remember each second of that moment like it was yesterday.
Sad part it wasn't yesterday. It was far. A memory just down the stairs of her mind now she wanted just to put off.
The sad song she wrote to him two years ago, that she was singing now with low voice and tears ready to get down. The song was asking where he had gone. And so was her.
But the final answer for all that drama thing about letters, and memories, was the point of the trip till the beach, that was taking it out of her life like it was just trash that sometimes was so strongly memorable she could cry. But it was still trash.
She got down, made her way to the sea with papers in her hands, and the shore made her feet sink on it. She said goodbye. She said you're out. She said of me.
She drived her way back home thinking about what was ready to come and not what had already happened, espetually what had already got wrong, like she used to do.
She forgot the things about someone who had made her so bad, and tried, now, to remember all the good feelings this person brought.
Finally, she was a girl who couldn't be controled by her memories anymore. She learnt to control that like her own way. Driving it to the right, to the left. And always with direction Front.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Amanhecer
Eu sentia a respiração dele na minha nuca. Nada me fazia sentir melhor que ouví-lo tão... vivo. Havia três dias que nada saia de minha boca a não ser a contentação de dizer o quanto o amava infinitamente. E o silêncio tomava conta do espaço depois disso. Preencher o vazio do que restava de nós dois era mágico a todo amanhecer.
E então ele ia embora. Ia e voltava, eu sempre soube que aquilo que me pertencia voltaria sempre. É como um bom livro que você sempre volta a ler. É como alguém que já faz parte de você, e você, simplesmente, não pode deixar escapar.
Pensei, eu, que haveria muito amanhecer para rever, muito sol para ver nascer, muita vida para acordar ao lado da pessoa que mais me fazia sentir viva. Então eu simplesmente deixei com que aquelas memórias dormissem para que eu pudesse compor novas. Afinal, sempre haveria chance.
Enganei-me mas só me dei conta disso ao reparar que um dia a porta se fechou para nunca mais se abrir para ele. Porque ele fora e levara minhas lembranças consigo, as lembranças que mantive adormecidas por todo tempo na esperança de fazer outras surgirem. Ele levou meu luar, levou minhas lembranças, e o sol que sempre se propôs a amanhecer.
E então ele ia embora. Ia e voltava, eu sempre soube que aquilo que me pertencia voltaria sempre. É como um bom livro que você sempre volta a ler. É como alguém que já faz parte de você, e você, simplesmente, não pode deixar escapar.
Pensei, eu, que haveria muito amanhecer para rever, muito sol para ver nascer, muita vida para acordar ao lado da pessoa que mais me fazia sentir viva. Então eu simplesmente deixei com que aquelas memórias dormissem para que eu pudesse compor novas. Afinal, sempre haveria chance.
Enganei-me mas só me dei conta disso ao reparar que um dia a porta se fechou para nunca mais se abrir para ele. Porque ele fora e levara minhas lembranças consigo, as lembranças que mantive adormecidas por todo tempo na esperança de fazer outras surgirem. Ele levou meu luar, levou minhas lembranças, e o sol que sempre se propôs a amanhecer.
Assinar:
Comentários (Atom)
