1- Não perca seu chinelo, para não andar descalça. (minha mãe sempre diz isso)
2- Não encoste no fogo se não quiser se queimar. (duh)
3- Se não quer se apaixonar, se mate.
4- Se não quer se matar... encare o fato de que vai se apaixonar.
5- Se se apaixonar, escreva.
6- Se não gosta de pimenta, não coma comida australiana.
7- Saiba que "destino é a ponte que você constrói para a pessoa amada."
8- Entenda que a pessoa amada pode estar longe.
9- E que a ponte pode ser longa.
10- E que isso não pode ser uma limitação.
11- Nunca, eu repito, NUNCA, diga nunca. Exceto nesse caso.
12- Nem escreva textos longos em um blog sem ibope, porque ninguém vai ler.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Misterioso.
Nós nos sentamos, um lado ao outro. Sem pausas conversamos sobre nada, e falamos. Das músicas que tocavam no rádio do carro que andávamos, do carro com o qual cruzávamos o dia inteiro perto ao mar. Dos antigos amores que dizíamos esquecer, mas que, sabíamos ambos, ainda estavam conosco. Mais precisamente, entre nós. Falamos dos nossos pais, que, tão próximos, sempre sonharam que nos casássemos, e rimos com essa situação. E confessamos que, honestamente, e cá entre nós, queríamos que isso já tivesse acontecido. Depois confessamos que talvez se o tivesse não estaríamos atravessando o vento frente ao por do sol, e sim cuidando das crianças pulando no sofá de casa e reclamando feito dois velhos jovens. Era melhor que nos casássemos depois. Apaixonados e sem beijos, sem mãos dadas, sem sussurros. Sem te amos, sem audácias. Mas era como se o nome dele estivesse gravado no meu destino, e o meu, em seu coração. E como uma tatuagem, envelheceria conosco, enquanto nós nunca deixaríamos o amor envelhecer.
Talvez, mais adiante, eu subisse de véu e grinalda e trocaríamos alianças, mas, por hoje, os olhares eram satisfatórios, os risos eram suficientes, e a falta de assunto que a nada levava, apenas a sua atenção na direção, e que nos constrangia, e que nos abalava, marcando seu nome em meu testamento, e meu nome nele se tornou quase vital.
Já não nos importava depois.
Talvez, mais adiante, eu subisse de véu e grinalda e trocaríamos alianças, mas, por hoje, os olhares eram satisfatórios, os risos eram suficientes, e a falta de assunto que a nada levava, apenas a sua atenção na direção, e que nos constrangia, e que nos abalava, marcando seu nome em meu testamento, e meu nome nele se tornou quase vital.
Já não nos importava depois.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Hello.
me sinto tão mais forte quanto ao desconhecido
que quanto aquilo que já conheço.
o medo de me ferir pelo desconhecido é perdoável
o medo de me ferir pelo que conheço não.
O que eu faço com o silêncio
que se encontra bem meio aos dois?
que quanto aquilo que já conheço.
o medo de me ferir pelo desconhecido é perdoável
o medo de me ferir pelo que conheço não.
O que eu faço com o silêncio
que se encontra bem meio aos dois?
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Em partes.
minha garganta era segredo. lá no fundo, onde os sons se formavam, ela tremia.
tremia por ser parte iniciante, tremia por ser parte excitada.
já pronunciava a primeira nota, e não falhaste. Minha cabeça fez barulho de arranhão em lata.
rasgando meus ouvidos. penetrando minha alma.
e enfim, cortando lentamente a porta do coração, senti a garganta emitir a voz,
e o arranhão virar música.
Cada parte de mim agora, fisica e psicologamente falando, eram música.
feita de música, já deixei com que as partes de mim deixassem ser levadas pelas notas,
deixassem ser compostas pela melodia,
e eu, harmonica, deixei minha mente dedilhar em mim, fazendo cócegas.
deixei os meus olhos brilharem, feito uma harpa ao longe com a luz do sol a irradiar sobre ela.
deixei meus dedos navegarem pelo microfone, e pelo ar, como um grande navegador rege seu navio.
um grande navegador que já não é controlado pelas ondas. e sim as controla.
então, quando o sinuoso som de fecho da ultima nota me rasgou
saí de lá em pedacinhos esperando pela cola que iria me recompor para a próxima canção.
tremia por ser parte iniciante, tremia por ser parte excitada.
já pronunciava a primeira nota, e não falhaste. Minha cabeça fez barulho de arranhão em lata.
rasgando meus ouvidos. penetrando minha alma.
e enfim, cortando lentamente a porta do coração, senti a garganta emitir a voz,
e o arranhão virar música.
Cada parte de mim agora, fisica e psicologamente falando, eram música.
feita de música, já deixei com que as partes de mim deixassem ser levadas pelas notas,
deixassem ser compostas pela melodia,
e eu, harmonica, deixei minha mente dedilhar em mim, fazendo cócegas.
deixei os meus olhos brilharem, feito uma harpa ao longe com a luz do sol a irradiar sobre ela.
deixei meus dedos navegarem pelo microfone, e pelo ar, como um grande navegador rege seu navio.
um grande navegador que já não é controlado pelas ondas. e sim as controla.
então, quando o sinuoso som de fecho da ultima nota me rasgou
saí de lá em pedacinhos esperando pela cola que iria me recompor para a próxima canção.
sábado, 5 de dezembro de 2009
She had
A little box in his passenger sit while she was going nowhere. She looked to the moon, to the box, and let her mind just open, cause, these days it was so closed for thinking bout stuff, she thought.
And also thought it would be better as soons as possible with an open mind, cause it makes you believe more, it makes you breath better, and be more patient with every single thing.
She opened her mind, but she didn't opened the box.
The driveway now was just for her. Just the sound of the car, and the wind blowing against her. She tried to turn on the radio, but it didn't sound really good, her ears wanted to hear the silence.
She stoped the car, waited kind of 5 seconds, then, getting crazy, started to open the box.
The letters with his sign, the stupid music he wrote for her, the car stoped front of the beach they were joking someday, and she could remember each second of that moment like it was yesterday.
Sad part it wasn't yesterday. It was far. A memory just down the stairs of her mind now she wanted just to put off.
The sad song she wrote to him two years ago, that she was singing now with low voice and tears ready to get down. The song was asking where he had gone. And so was her.
But the final answer for all that drama thing about letters, and memories, was the point of the trip till the beach, that was taking it out of her life like it was just trash that sometimes was so strongly memorable she could cry. But it was still trash.
She got down, made her way to the sea with papers in her hands, and the shore made her feet sink on it. She said goodbye. She said you're out. She said of me.
She drived her way back home thinking about what was ready to come and not what had already happened, espetually what had already got wrong, like she used to do.
She forgot the things about someone who had made her so bad, and tried, now, to remember all the good feelings this person brought.
Finally, she was a girl who couldn't be controled by her memories anymore. She learnt to control that like her own way. Driving it to the right, to the left. And always with direction Front.
And also thought it would be better as soons as possible with an open mind, cause it makes you believe more, it makes you breath better, and be more patient with every single thing.
She opened her mind, but she didn't opened the box.
The driveway now was just for her. Just the sound of the car, and the wind blowing against her. She tried to turn on the radio, but it didn't sound really good, her ears wanted to hear the silence.
She stoped the car, waited kind of 5 seconds, then, getting crazy, started to open the box.
The letters with his sign, the stupid music he wrote for her, the car stoped front of the beach they were joking someday, and she could remember each second of that moment like it was yesterday.
Sad part it wasn't yesterday. It was far. A memory just down the stairs of her mind now she wanted just to put off.
The sad song she wrote to him two years ago, that she was singing now with low voice and tears ready to get down. The song was asking where he had gone. And so was her.
But the final answer for all that drama thing about letters, and memories, was the point of the trip till the beach, that was taking it out of her life like it was just trash that sometimes was so strongly memorable she could cry. But it was still trash.
She got down, made her way to the sea with papers in her hands, and the shore made her feet sink on it. She said goodbye. She said you're out. She said of me.
She drived her way back home thinking about what was ready to come and not what had already happened, espetually what had already got wrong, like she used to do.
She forgot the things about someone who had made her so bad, and tried, now, to remember all the good feelings this person brought.
Finally, she was a girl who couldn't be controled by her memories anymore. She learnt to control that like her own way. Driving it to the right, to the left. And always with direction Front.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Amanhecer
Eu sentia a respiração dele na minha nuca. Nada me fazia sentir melhor que ouví-lo tão... vivo. Havia três dias que nada saia de minha boca a não ser a contentação de dizer o quanto o amava infinitamente. E o silêncio tomava conta do espaço depois disso. Preencher o vazio do que restava de nós dois era mágico a todo amanhecer.
E então ele ia embora. Ia e voltava, eu sempre soube que aquilo que me pertencia voltaria sempre. É como um bom livro que você sempre volta a ler. É como alguém que já faz parte de você, e você, simplesmente, não pode deixar escapar.
Pensei, eu, que haveria muito amanhecer para rever, muito sol para ver nascer, muita vida para acordar ao lado da pessoa que mais me fazia sentir viva. Então eu simplesmente deixei com que aquelas memórias dormissem para que eu pudesse compor novas. Afinal, sempre haveria chance.
Enganei-me mas só me dei conta disso ao reparar que um dia a porta se fechou para nunca mais se abrir para ele. Porque ele fora e levara minhas lembranças consigo, as lembranças que mantive adormecidas por todo tempo na esperança de fazer outras surgirem. Ele levou meu luar, levou minhas lembranças, e o sol que sempre se propôs a amanhecer.
E então ele ia embora. Ia e voltava, eu sempre soube que aquilo que me pertencia voltaria sempre. É como um bom livro que você sempre volta a ler. É como alguém que já faz parte de você, e você, simplesmente, não pode deixar escapar.
Pensei, eu, que haveria muito amanhecer para rever, muito sol para ver nascer, muita vida para acordar ao lado da pessoa que mais me fazia sentir viva. Então eu simplesmente deixei com que aquelas memórias dormissem para que eu pudesse compor novas. Afinal, sempre haveria chance.
Enganei-me mas só me dei conta disso ao reparar que um dia a porta se fechou para nunca mais se abrir para ele. Porque ele fora e levara minhas lembranças consigo, as lembranças que mantive adormecidas por todo tempo na esperança de fazer outras surgirem. Ele levou meu luar, levou minhas lembranças, e o sol que sempre se propôs a amanhecer.
Célebre e azedo
é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. dei início ao que parece ser uma amizade promissora bicontinental, entendi umas fórmulas de matemática, não estudei nem um pouco de português. admito, estou em crise. porque está tudo indo tão da mesma forma sempre, e nada muda de rumo. nada é extraordinário. o que, afinal, é uma vida sem altos e baixos? viver numa eterna planicie é incessantemente chato. quero o novo, o rosa choque pra variar. (odeio rosa). quero o simples, acessível e ainda assim fantástico. amávelmente grande e diferentemente novo. grande e novo. amável e diferente. and both
descobri segredos meus que não me lembrava. me lembrei de coisas que não queria ter lembrado, como sempre. bendita sorte a minha, amém. achei um anel aqui em casa que provavelmente é da minha mãe. peguei ele pra mim.
flashback
acordei, escovei os meus dentes, troquei de roupa. pus um short pra ir pra escola e minha mãe reclamou porque eu estava indo de short pra escola. e fui de havaianas pra escola também, mas meu pé está machucado atrás, que culpa tenho? desci pra esperar o ônibus.
tinham uns meninos em frente a lan house rindo e falando alto coisas tipo "você estava errado em me bater." pareciam bêbados e agressivos. o ônibus chegou e cortou meu medo de ser atacada ou qualquer coisa do gênero.
cheguei na escola. convidei o augusto pro show. muita gente quis ir. tive aula de teatro e esqueci o script da peça. com tanta coisa importante eu não ia mesmo lembrar do script da peça ,cá entre nós. fiz outro trabalho de artes. cheguei em casa e dormi formidavelmente até as 5 da tarde quando me dei conta de que tinha 2 testes amanhã. estudei pouquíssimo pro de matemática. mas foi melhor que o de português, pro qual eu não estudei nada.
conheci a minha nova amizade bicontinental, falei com o Ad, minha outra amizade bicontinental, ajudei a Thais, bestzinha, ouvi minha mãe reclamar por estar usando o short dela... e agora estou aqui digitando isso incessantemente.
meu dia foi ótimo. cansativo. célebre e azedo. Ou só adocicado. nada novo, mas a rotina me afeta mais que a mudança. era o que eu pensava. é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. e tudo de novo....
descobri segredos meus que não me lembrava. me lembrei de coisas que não queria ter lembrado, como sempre. bendita sorte a minha, amém. achei um anel aqui em casa que provavelmente é da minha mãe. peguei ele pra mim.
flashback
acordei, escovei os meus dentes, troquei de roupa. pus um short pra ir pra escola e minha mãe reclamou porque eu estava indo de short pra escola. e fui de havaianas pra escola também, mas meu pé está machucado atrás, que culpa tenho? desci pra esperar o ônibus.
tinham uns meninos em frente a lan house rindo e falando alto coisas tipo "você estava errado em me bater." pareciam bêbados e agressivos. o ônibus chegou e cortou meu medo de ser atacada ou qualquer coisa do gênero.
cheguei na escola. convidei o augusto pro show. muita gente quis ir. tive aula de teatro e esqueci o script da peça. com tanta coisa importante eu não ia mesmo lembrar do script da peça ,cá entre nós. fiz outro trabalho de artes. cheguei em casa e dormi formidavelmente até as 5 da tarde quando me dei conta de que tinha 2 testes amanhã. estudei pouquíssimo pro de matemática. mas foi melhor que o de português, pro qual eu não estudei nada.
conheci a minha nova amizade bicontinental, falei com o Ad, minha outra amizade bicontinental, ajudei a Thais, bestzinha, ouvi minha mãe reclamar por estar usando o short dela... e agora estou aqui digitando isso incessantemente.
meu dia foi ótimo. cansativo. célebre e azedo. Ou só adocicado. nada novo, mas a rotina me afeta mais que a mudança. era o que eu pensava. é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. e tudo de novo....
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Não é porque
se pode apagar os fatos da memória...
... que eles de fato saem da sua vida.
Dia Cansativo. Não vou comentar.
... que eles de fato saem da sua vida.
Dia Cansativo. Não vou comentar.
domingo, 22 de novembro de 2009
Algos.
Tenho me sentido parte grande da minha própria vida, mas hoje vi que tem algo que ocupa um espaço maior. Algos. É bem difícil explicar o que eu senti hoje... No único lugar onde eu não sinto absolutamente nada: no gelo.
Quando eu estou patinando o mundo acaba. Sou eu, e o gelo, sabe? É um pouco diferente do que eu sinto quanto toco violão. Quando eu canto. Porque algumas músicas me levam a lembrar de alguéns, e patinar no gelo é uma ação exclusivamente voltada para minha atenção nas piruetas, o que me priva de pensamentos os quais não são bem vindos.
Por isso patino quando estou triste: me liberto de uma forma produtiva de coisas improditivas (ou não). De qualquer forma, se me deixa mal, produz mal. Negativamente produtivas, pois bem.
Isso não importa.
O que me fez refletir de verdade, foi que o pensamento era algo que eu já tinha esquecido. Apagado. Deletado. Rasgado a página, se a gente for julgar minha vida um livro. Ou... apagado com a água, se fosse um nome na areia rente ao mar. Abstraído. Era algo totalmente out, que não fazia o menor sentido ressurgir justamente aonde nada ressurgia.
Concentrada na pista de gelo, no patins que estava apertando, e nos movimentos. No deslizamento. Dominando o patins antes que ele me dominasse, eu me perdi pensando em alguém.
E se fosse? Porque não foi? O que eu fiz de errado? Porque agora? Porque bem no meio do gelo. Onde tudo era frio? Onde tudo era nada? Onde eu me tornava apenas eu... e os pensamentos eram algo que viriam depois.
Nada nunca veio mais forte... na verdade. Foi muito... tenso. Eu agora estou chorosa, com medo do que vem a seguir, e com medo de achar que isso se foi para voltar.
Eu, que sempre temi os pecados, a gula, a avareza, a luxúria. Eu que sempre temi os erros, as dívidas. Eu que sempre fui politicamente correta com minha vida... Estou cometendo o pior dos pecados capitais, o pior dos erros: arrependimento.
Quando eu estou patinando o mundo acaba. Sou eu, e o gelo, sabe? É um pouco diferente do que eu sinto quanto toco violão. Quando eu canto. Porque algumas músicas me levam a lembrar de alguéns, e patinar no gelo é uma ação exclusivamente voltada para minha atenção nas piruetas, o que me priva de pensamentos os quais não são bem vindos.
Por isso patino quando estou triste: me liberto de uma forma produtiva de coisas improditivas (ou não). De qualquer forma, se me deixa mal, produz mal. Negativamente produtivas, pois bem.
Isso não importa.
O que me fez refletir de verdade, foi que o pensamento era algo que eu já tinha esquecido. Apagado. Deletado. Rasgado a página, se a gente for julgar minha vida um livro. Ou... apagado com a água, se fosse um nome na areia rente ao mar. Abstraído. Era algo totalmente out, que não fazia o menor sentido ressurgir justamente aonde nada ressurgia.
Concentrada na pista de gelo, no patins que estava apertando, e nos movimentos. No deslizamento. Dominando o patins antes que ele me dominasse, eu me perdi pensando em alguém.
E se fosse? Porque não foi? O que eu fiz de errado? Porque agora? Porque bem no meio do gelo. Onde tudo era frio? Onde tudo era nada? Onde eu me tornava apenas eu... e os pensamentos eram algo que viriam depois.
Nada nunca veio mais forte... na verdade. Foi muito... tenso. Eu agora estou chorosa, com medo do que vem a seguir, e com medo de achar que isso se foi para voltar.
Eu, que sempre temi os pecados, a gula, a avareza, a luxúria. Eu que sempre temi os erros, as dívidas. Eu que sempre fui politicamente correta com minha vida... Estou cometendo o pior dos pecados capitais, o pior dos erros: arrependimento.
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma frase aleatória para registrar
Pior que quando restam as cinzas, é quando restam apenas os sonhos.
sou
o medo, o mistério, e a angústia
entre olhos brilhantes de uma felicidade ladra, fugitiva. escondida.
entre olhos brilhantes de uma felicidade ladra, fugitiva. escondida.
Uma poesia.
Descobri que os poetas sentem tanto
Que nada sentem
Descobri que as nuvens são sinais.
Descobri os muros.
E, assim, meus limites.
Descobri que sorvete pode ser azedo
Que morango pode ser doce.
Depende do acompanhamento.
E assim, descobri que o inferno pode virar o céu
Com certas pessoas ao seu lado.
Descobri que eu sou um papel.
Em branco.
Descobri que pulseiras são fantásticas,
Sapatilhas são bonitas
E bolsas, talvez, úteis.
Descobri que o tempo não se apaga,
Mas que tudo que não pode ser apagado
Também não existe de fato.
Descobri que o tempo é a única coisa
Mais vaga que eu.
Descobri que sou vaga.
Repetitiva.
Um papel.
Em branco.
Que nada sentem
Descobri que as nuvens são sinais.
Descobri os muros.
E, assim, meus limites.
Descobri que sorvete pode ser azedo
Que morango pode ser doce.
Depende do acompanhamento.
E assim, descobri que o inferno pode virar o céu
Com certas pessoas ao seu lado.
Descobri que eu sou um papel.
Em branco.
Descobri que pulseiras são fantásticas,
Sapatilhas são bonitas
E bolsas, talvez, úteis.
Descobri que o tempo não se apaga,
Mas que tudo que não pode ser apagado
Também não existe de fato.
Descobri que o tempo é a única coisa
Mais vaga que eu.
Descobri que sou vaga.
Repetitiva.
Um papel.
Em branco.
Tenso.
Tenso foi a palavra que mais falei hoje. Bom, foi um dia bom, em geral. Fui pro downtown de novo, como ontem (mas ontem eu patinei, e hoje fui ao cinema. Amanhã volto para patinar, pretendo). Fui ver New Moon, me decepcionei bastante, mas tá melhor que Twilight. Decidi que vou escrever um livro sobre como o céu é bonito.
Ou só um post no blog.
Tipo, eu olhei pro céu hoje e vi uma borboleta. Mas não era uma borboleta. Eram as nuvens que, no desenho, formavam uma borboleta. Fiquei encantada. Depois, eu vi um avião minúsculo (que o Eduardo não viu, porque é cego) cruzando o céu, por cima das nuvens. E fiquei imaginando se era tão fantástico vê-lo voar, quanto para ele ver tudo lá de cima. Cheguei a conclusão que era.
Revi alguém que não vejo há cerca de 2 anos e meio. E gosto de rever as pessoas. Vi o Santiso. E ele me irritou. Mas eu gosto dele e sentiria a falta dele.
Agora vi uma amiga praticamente ser pedida em namoro, o que é fofo. E agora lembrei da Mariana, porque ela sempre diz que eu faço coisas fofas. E ela agora está longe vendo um céu mil vezes mais estrelado que o do RJ. Porque o do Rio é nublado devido ao fato de ser uma área industrializada e blá blá blá. E dei play em Ordinary Day-Vanessa Carlton, talvez em homenagem ao dia de hoje. Porque a fonte do Downtown é o máximo. E porque eu amo o céu.
Eu andei por um lugar bem cheio de árvores e respirei. Caramba, alguém gosta tanto de lugares abertos como eu? A água da fonte do Downtown me deu um banho milhares de vezes e tive que aturar o Eduardo falando "Porra, porra, porra" enquanto jogava o celular fingindo que era um skate de dedo, e ouvindo ele reclamar que o celular quebraria com a água (mas não quebraria servindo de skate de dedo).
Foi tudo divertido, enfim.
Falando de ontem, porque não postei aqui. Fui patinar, né. Enfim, foi tudo certo. Eu fui bem cedo, e tava muito quente, putz! Aí... eu aprendi a andar pra tras cruzando as duas pernas (revezando entre a direita e a esquerda). Acho que um dos patinadores que estavam lá achou isso estranho, porque ficou me imitando (sarcasticamente ou não).
Mas foi tudo certo. E amanhã eu volto, eu acho. Tenho 2 seminários pra fazer. 3 na verdade. 4. Abstrai.
Ou só um post no blog.
Tipo, eu olhei pro céu hoje e vi uma borboleta. Mas não era uma borboleta. Eram as nuvens que, no desenho, formavam uma borboleta. Fiquei encantada. Depois, eu vi um avião minúsculo (que o Eduardo não viu, porque é cego) cruzando o céu, por cima das nuvens. E fiquei imaginando se era tão fantástico vê-lo voar, quanto para ele ver tudo lá de cima. Cheguei a conclusão que era.
Revi alguém que não vejo há cerca de 2 anos e meio. E gosto de rever as pessoas. Vi o Santiso. E ele me irritou. Mas eu gosto dele e sentiria a falta dele.
Agora vi uma amiga praticamente ser pedida em namoro, o que é fofo. E agora lembrei da Mariana, porque ela sempre diz que eu faço coisas fofas. E ela agora está longe vendo um céu mil vezes mais estrelado que o do RJ. Porque o do Rio é nublado devido ao fato de ser uma área industrializada e blá blá blá. E dei play em Ordinary Day-Vanessa Carlton, talvez em homenagem ao dia de hoje. Porque a fonte do Downtown é o máximo. E porque eu amo o céu.
Eu andei por um lugar bem cheio de árvores e respirei. Caramba, alguém gosta tanto de lugares abertos como eu? A água da fonte do Downtown me deu um banho milhares de vezes e tive que aturar o Eduardo falando "Porra, porra, porra" enquanto jogava o celular fingindo que era um skate de dedo, e ouvindo ele reclamar que o celular quebraria com a água (mas não quebraria servindo de skate de dedo).
Foi tudo divertido, enfim.
Falando de ontem, porque não postei aqui. Fui patinar, né. Enfim, foi tudo certo. Eu fui bem cedo, e tava muito quente, putz! Aí... eu aprendi a andar pra tras cruzando as duas pernas (revezando entre a direita e a esquerda). Acho que um dos patinadores que estavam lá achou isso estranho, porque ficou me imitando (sarcasticamente ou não).
Mas foi tudo certo. E amanhã eu volto, eu acho. Tenho 2 seminários pra fazer. 3 na verdade. 4. Abstrai.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tenho...
...um bom motivo para não estar bem essa noite. Mas não vou comentar aqui. Porque, de qualquer forma, não é algo do qual eu queira lembrar ao ler meu blog daqui a alguns anos, diga-se assim.
Em outro lado, tenho muitos motivos para sorrir.
Aprendi a esticar a colcha da minha cama sem levantar na ponta dos pés. E isso me poupa. Perdi o carregador do meu celular, e ninguém vai poder me perturbar na rua (mesmo que me perturbe quando eu chegar em casa, e tiver que ouvir que não levei o celular para a rua e tiver que ouvir o quão incomunicável eu estava. Que seja.)
Aprendi a con ter lágrimas. Alguém consegue? Eu sim! Depois minha flor murchou porque me dei conta de que na verdade não deixei de chorar por saber conter o choro, e sim porque não era um motivo... digamos, chorável.
Marquei shopping. Mas isso me estressou também. O Santiso me irrita com 3 palavras. O lado bom? Ele irrita todo mundo sem falar nada.
Tirei boas fotos. Weba. Comi morangos com chocolate, e consegui ficar sem tocar violão. Para os meus dedos melhorarem para eu arrebentá-los amanhã.
Fiz minha boa ação do dia resolvendo ajudar a Thais com o seminário dela. Mesmo que eu não tenha obrigação. Estou ouvindo a mesma música triste há 2 horas. Mas a letra dela é linda, e a voz é suave. Então é um motivo feliz e insperador. Quem sabe eu não componho uma música já já.
Ontem começamos a dar conjunção no colégio. Conjunção é absurdamente incrível. (Se for me chamar de louco, não se engane. Eu já sei.)
E por fim, estou começando a ficar com sono. E dando play na música novamente nesse momento. Depois de bocejar e responder um scrap do professor de português, sobre uma redação. E ao mesmo tempo, fazendo uma. Não é genial?. Ok. Não é.
Essa é a parte que eu digito que vou dormir. Quando na verdade vou passar mais quantas horas forem possíveis acordadas frente a esses paralelepípedos e cubos viciantes (monitor, caixa de som, torre, teclado. e o mouse pra quebrar o padrão de cubos), que juntos são chamados vulgarmente (ou não) de computador.
Vou dormir.
Em outro lado, tenho muitos motivos para sorrir.
Aprendi a esticar a colcha da minha cama sem levantar na ponta dos pés. E isso me poupa. Perdi o carregador do meu celular, e ninguém vai poder me perturbar na rua (mesmo que me perturbe quando eu chegar em casa, e tiver que ouvir que não levei o celular para a rua e tiver que ouvir o quão incomunicável eu estava. Que seja.)
Aprendi a con ter lágrimas. Alguém consegue? Eu sim! Depois minha flor murchou porque me dei conta de que na verdade não deixei de chorar por saber conter o choro, e sim porque não era um motivo... digamos, chorável.
Marquei shopping. Mas isso me estressou também. O Santiso me irrita com 3 palavras. O lado bom? Ele irrita todo mundo sem falar nada.
Tirei boas fotos. Weba. Comi morangos com chocolate, e consegui ficar sem tocar violão. Para os meus dedos melhorarem para eu arrebentá-los amanhã.
Fiz minha boa ação do dia resolvendo ajudar a Thais com o seminário dela. Mesmo que eu não tenha obrigação. Estou ouvindo a mesma música triste há 2 horas. Mas a letra dela é linda, e a voz é suave. Então é um motivo feliz e insperador. Quem sabe eu não componho uma música já já.
Ontem começamos a dar conjunção no colégio. Conjunção é absurdamente incrível. (Se for me chamar de louco, não se engane. Eu já sei.)
E por fim, estou começando a ficar com sono. E dando play na música novamente nesse momento. Depois de bocejar e responder um scrap do professor de português, sobre uma redação. E ao mesmo tempo, fazendo uma. Não é genial?. Ok. Não é.
Essa é a parte que eu digito que vou dormir. Quando na verdade vou passar mais quantas horas forem possíveis acordadas frente a esses paralelepípedos e cubos viciantes (monitor, caixa de som, torre, teclado. e o mouse pra quebrar o padrão de cubos), que juntos são chamados vulgarmente (ou não) de computador.
Vou dormir.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
é..
Meus pensamentos são a única coisa mais bagunçada que minha casa no momento.
O lado bom?
A casa eu posso arrumar.
O lado ruim?
Ainda não tenho alguém bom o suficiente para organizar meus pensamentos.
É a vida.
O lado bom?
A casa eu posso arrumar.
O lado ruim?
Ainda não tenho alguém bom o suficiente para organizar meus pensamentos.
É a vida.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
conversa com um amigo.
Bárbara Dias says :takeeee a looook throuuuugh my eeeeeeyeeeeeeeees.
Ad says : can i borrow them?
Bárbara Dias says : why you'd want them?
Ad says : see what world looks like to you.
domingo, 15 de novembro de 2009
10 Pensamentos.
1- Mundo complicado.
2- Dias parados não enchem diário.
3- Não coma muita massa.
4- Tenha apenas no máximo 5 pessoas para chamar de amigo.
5- Nunca diga que me ama se não há dúvidas.
6- Saiba o que significa essa palavra antes de dizer.
7- Olhe para o céu 3 vezes ao dia.
8- Aprecie o céu esteja ele nublado, estrelado, ensolarado ou chuvoso.
9- Ande.
10- Não atenda todas as suas ligações.
2- Dias parados não enchem diário.
3- Não coma muita massa.
4- Tenha apenas no máximo 5 pessoas para chamar de amigo.
5- Nunca diga que me ama se não há dúvidas.
6- Saiba o que significa essa palavra antes de dizer.
7- Olhe para o céu 3 vezes ao dia.
8- Aprecie o céu esteja ele nublado, estrelado, ensolarado ou chuvoso.
9- Ande.
10- Não atenda todas as suas ligações.
sábado, 14 de novembro de 2009
O mundo certo.
Então, passei a manhã tentando imaginar o que seria o mundo perfeito. Um mundo que nós não tivéssemos tanto à reclamar, uma mundo com menos mágoas e mais alegrias. Ou mais erros e mais aprendizados.
É difícil entender e aceitar, principalmente aceitar, a diferença entre o certo e o fácil.
No mundo real, onde os presentes são comprados pelos pais no natal, onde os ovos de páscoa saem de bolsos humanos e não de coelhinhos, onde duendes são seres surreais e fadas, mágicas. No mundo real, onde dinheiro não vem fácil, e é pedido, onde empregos são consequencia de uma boa educação, e onde abraços podem ou não ser sinceros. Já não tenho tamanha paixão pelo mundo real. Eu gostava do mundo real, quando não fazia parte dele.
Quando as fadas eram minhas irmãs, e faziam parte da minha família, moravam no chão embaixo do meu quarto, e conversavam comigo toda noite. E quando um dente meu caía, me deixavam moedas (minha mãe sempre fez questão disso, aliás).
Quando os príncipes resgatavam suas princesas num cavalo branco, e viviam felizes para sempre.
Hoje em dia, no auge da idade onde tudo isso se desmascara, com os meus 14 anos, eu começo a enxergar o mundo, ainda surrealmente, porém de uma forma tão mais concreta... Eu não me orgulho disso. Acho que isso consome alguns dos mais velhos sonhos que estavam nas nossas cabeças. Isso suga esses sonhos, e eles se tornam, não apenas bobos, mas também apenas sonhos. Que nunca vão ser mais que sonhos.
Eu não me orgulho disso. Pois faz de mim mais uma humana, num mundo desenfreadamente capitalista, onde as crianças, preocupadas com a fome, não tem mais tempo de viver no mundo que eu tive a chance de viver.
E eu não me orgulho disso, principalmente, porque vou crescer sabendo da incapacidade dos meus sonhos, e dos sonhos alheios. Vou ser uma adulta que não vai poder sonhar, como as crianças de hoje já não podem. Porque o mundo está nos exterminando, em resposta ao fato de tentarmos exterminá-lo (in)voluntariamente.
Digo, o que são dessas crianças que não são crianças? Como uma criança cresce sem ter sonhado enquanto assistia "A Bela e A Fera". Como alguém não teve alcance aos filmes mágicos surrealistas da Disney? Eu ainda sonho assistindo "Procurando Nemo".
E todos podem dizer que sou tola por sonhar tão alto, quer dizer, tão tolo. Por sonhar tão impossível, por sonhar com contos de fadas. Por sonhar algo tão bom de ser sonhado, e tão difícil de se tornar realidade. Mas gosto disso. Pois, por ser um atual mundo sem sonho de crianças, tudo que nós temos escancarado à nossa frente é um futuro mundo sem realidades sonhadas.
É difícil entender e aceitar, principalmente aceitar, a diferença entre o certo e o fácil.
No mundo real, onde os presentes são comprados pelos pais no natal, onde os ovos de páscoa saem de bolsos humanos e não de coelhinhos, onde duendes são seres surreais e fadas, mágicas. No mundo real, onde dinheiro não vem fácil, e é pedido, onde empregos são consequencia de uma boa educação, e onde abraços podem ou não ser sinceros. Já não tenho tamanha paixão pelo mundo real. Eu gostava do mundo real, quando não fazia parte dele.
Quando as fadas eram minhas irmãs, e faziam parte da minha família, moravam no chão embaixo do meu quarto, e conversavam comigo toda noite. E quando um dente meu caía, me deixavam moedas (minha mãe sempre fez questão disso, aliás).
Quando os príncipes resgatavam suas princesas num cavalo branco, e viviam felizes para sempre.
Hoje em dia, no auge da idade onde tudo isso se desmascara, com os meus 14 anos, eu começo a enxergar o mundo, ainda surrealmente, porém de uma forma tão mais concreta... Eu não me orgulho disso. Acho que isso consome alguns dos mais velhos sonhos que estavam nas nossas cabeças. Isso suga esses sonhos, e eles se tornam, não apenas bobos, mas também apenas sonhos. Que nunca vão ser mais que sonhos.
Eu não me orgulho disso. Pois faz de mim mais uma humana, num mundo desenfreadamente capitalista, onde as crianças, preocupadas com a fome, não tem mais tempo de viver no mundo que eu tive a chance de viver.
E eu não me orgulho disso, principalmente, porque vou crescer sabendo da incapacidade dos meus sonhos, e dos sonhos alheios. Vou ser uma adulta que não vai poder sonhar, como as crianças de hoje já não podem. Porque o mundo está nos exterminando, em resposta ao fato de tentarmos exterminá-lo (in)voluntariamente.
Digo, o que são dessas crianças que não são crianças? Como uma criança cresce sem ter sonhado enquanto assistia "A Bela e A Fera". Como alguém não teve alcance aos filmes mágicos surrealistas da Disney? Eu ainda sonho assistindo "Procurando Nemo".
E todos podem dizer que sou tola por sonhar tão alto, quer dizer, tão tolo. Por sonhar tão impossível, por sonhar com contos de fadas. Por sonhar algo tão bom de ser sonhado, e tão difícil de se tornar realidade. Mas gosto disso. Pois, por ser um atual mundo sem sonho de crianças, tudo que nós temos escancarado à nossa frente é um futuro mundo sem realidades sonhadas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
And so...
Cada parte de você é muito mais complexa do que parece. E eu odeio isso. Você pensa que sabe mais de você que todo mundo, e, por fim, se dá conta de que sabe tanto quanto eles: nada.
Quer dizer, temos muito tempo certo?
As pessoas que falam de você não tem muito tempo. Elas estão com você temporariamente e você está com você mesma sempre. Você acorda com você mesma, você passa o dia com você mesma, e você vai dormir com você mesmo. Como você se aguenta?
As pessoas não estão com você 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias ao ano.
E julgam saber.
Porque julgam saber não se sabe, elas simplesmente falam. Mas já que elas julgam, cá vai minha opinião a respeito: elas não tem o que fazer. Pronto.
E aí, voltando ao ponto, você, que sabe apenas que nada sabe -como alguém disse antes de mim- e eles que nada sabem mas pensam saber.
Um versus o outro.
E no final é um tal de ninguém sabe que tem me irritado. Não sei porquê. (Digo, também não sei porque).
Mas enfim... Não sei. Apenas não sei. E também não sei se esse é um diálogo (comigo mesma) muito construtivo, porque as pessoas devem passar a vida inteira se perguntando a mesma coisa e em 2000 anos ninguém deve ter chegado a uma conclusão melhor que a minha: que a vida e nós somos inexplicáveis, e que, no fundo, não há conclusão para se chegar.
Quer dizer, temos muito tempo certo?
As pessoas que falam de você não tem muito tempo. Elas estão com você temporariamente e você está com você mesma sempre. Você acorda com você mesma, você passa o dia com você mesma, e você vai dormir com você mesmo. Como você se aguenta?
As pessoas não estão com você 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias ao ano.
E julgam saber.
Porque julgam saber não se sabe, elas simplesmente falam. Mas já que elas julgam, cá vai minha opinião a respeito: elas não tem o que fazer. Pronto.
E aí, voltando ao ponto, você, que sabe apenas que nada sabe -como alguém disse antes de mim- e eles que nada sabem mas pensam saber.
Um versus o outro.
E no final é um tal de ninguém sabe que tem me irritado. Não sei porquê. (Digo, também não sei porque).
Mas enfim... Não sei. Apenas não sei. E também não sei se esse é um diálogo (comigo mesma) muito construtivo, porque as pessoas devem passar a vida inteira se perguntando a mesma coisa e em 2000 anos ninguém deve ter chegado a uma conclusão melhor que a minha: que a vida e nós somos inexplicáveis, e que, no fundo, não há conclusão para se chegar.
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