Eu sentia a respiração dele na minha nuca. Nada me fazia sentir melhor que ouví-lo tão... vivo. Havia três dias que nada saia de minha boca a não ser a contentação de dizer o quanto o amava infinitamente. E o silêncio tomava conta do espaço depois disso. Preencher o vazio do que restava de nós dois era mágico a todo amanhecer.
E então ele ia embora. Ia e voltava, eu sempre soube que aquilo que me pertencia voltaria sempre. É como um bom livro que você sempre volta a ler. É como alguém que já faz parte de você, e você, simplesmente, não pode deixar escapar.
Pensei, eu, que haveria muito amanhecer para rever, muito sol para ver nascer, muita vida para acordar ao lado da pessoa que mais me fazia sentir viva. Então eu simplesmente deixei com que aquelas memórias dormissem para que eu pudesse compor novas. Afinal, sempre haveria chance.
Enganei-me mas só me dei conta disso ao reparar que um dia a porta se fechou para nunca mais se abrir para ele. Porque ele fora e levara minhas lembranças consigo, as lembranças que mantive adormecidas por todo tempo na esperança de fazer outras surgirem. Ele levou meu luar, levou minhas lembranças, e o sol que sempre se propôs a amanhecer.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Célebre e azedo
é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. dei início ao que parece ser uma amizade promissora bicontinental, entendi umas fórmulas de matemática, não estudei nem um pouco de português. admito, estou em crise. porque está tudo indo tão da mesma forma sempre, e nada muda de rumo. nada é extraordinário. o que, afinal, é uma vida sem altos e baixos? viver numa eterna planicie é incessantemente chato. quero o novo, o rosa choque pra variar. (odeio rosa). quero o simples, acessível e ainda assim fantástico. amávelmente grande e diferentemente novo. grande e novo. amável e diferente. and both
descobri segredos meus que não me lembrava. me lembrei de coisas que não queria ter lembrado, como sempre. bendita sorte a minha, amém. achei um anel aqui em casa que provavelmente é da minha mãe. peguei ele pra mim.
flashback
acordei, escovei os meus dentes, troquei de roupa. pus um short pra ir pra escola e minha mãe reclamou porque eu estava indo de short pra escola. e fui de havaianas pra escola também, mas meu pé está machucado atrás, que culpa tenho? desci pra esperar o ônibus.
tinham uns meninos em frente a lan house rindo e falando alto coisas tipo "você estava errado em me bater." pareciam bêbados e agressivos. o ônibus chegou e cortou meu medo de ser atacada ou qualquer coisa do gênero.
cheguei na escola. convidei o augusto pro show. muita gente quis ir. tive aula de teatro e esqueci o script da peça. com tanta coisa importante eu não ia mesmo lembrar do script da peça ,cá entre nós. fiz outro trabalho de artes. cheguei em casa e dormi formidavelmente até as 5 da tarde quando me dei conta de que tinha 2 testes amanhã. estudei pouquíssimo pro de matemática. mas foi melhor que o de português, pro qual eu não estudei nada.
conheci a minha nova amizade bicontinental, falei com o Ad, minha outra amizade bicontinental, ajudei a Thais, bestzinha, ouvi minha mãe reclamar por estar usando o short dela... e agora estou aqui digitando isso incessantemente.
meu dia foi ótimo. cansativo. célebre e azedo. Ou só adocicado. nada novo, mas a rotina me afeta mais que a mudança. era o que eu pensava. é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. e tudo de novo....
descobri segredos meus que não me lembrava. me lembrei de coisas que não queria ter lembrado, como sempre. bendita sorte a minha, amém. achei um anel aqui em casa que provavelmente é da minha mãe. peguei ele pra mim.
flashback
acordei, escovei os meus dentes, troquei de roupa. pus um short pra ir pra escola e minha mãe reclamou porque eu estava indo de short pra escola. e fui de havaianas pra escola também, mas meu pé está machucado atrás, que culpa tenho? desci pra esperar o ônibus.
tinham uns meninos em frente a lan house rindo e falando alto coisas tipo "você estava errado em me bater." pareciam bêbados e agressivos. o ônibus chegou e cortou meu medo de ser atacada ou qualquer coisa do gênero.
cheguei na escola. convidei o augusto pro show. muita gente quis ir. tive aula de teatro e esqueci o script da peça. com tanta coisa importante eu não ia mesmo lembrar do script da peça ,cá entre nós. fiz outro trabalho de artes. cheguei em casa e dormi formidavelmente até as 5 da tarde quando me dei conta de que tinha 2 testes amanhã. estudei pouquíssimo pro de matemática. mas foi melhor que o de português, pro qual eu não estudei nada.
conheci a minha nova amizade bicontinental, falei com o Ad, minha outra amizade bicontinental, ajudei a Thais, bestzinha, ouvi minha mãe reclamar por estar usando o short dela... e agora estou aqui digitando isso incessantemente.
meu dia foi ótimo. cansativo. célebre e azedo. Ou só adocicado. nada novo, mas a rotina me afeta mais que a mudança. era o que eu pensava. é como estou hoje. sem comemorações, porque nada tem um ponto final. e tudo de novo....
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Não é porque
se pode apagar os fatos da memória...
... que eles de fato saem da sua vida.
Dia Cansativo. Não vou comentar.
... que eles de fato saem da sua vida.
Dia Cansativo. Não vou comentar.
domingo, 22 de novembro de 2009
Algos.
Tenho me sentido parte grande da minha própria vida, mas hoje vi que tem algo que ocupa um espaço maior. Algos. É bem difícil explicar o que eu senti hoje... No único lugar onde eu não sinto absolutamente nada: no gelo.
Quando eu estou patinando o mundo acaba. Sou eu, e o gelo, sabe? É um pouco diferente do que eu sinto quanto toco violão. Quando eu canto. Porque algumas músicas me levam a lembrar de alguéns, e patinar no gelo é uma ação exclusivamente voltada para minha atenção nas piruetas, o que me priva de pensamentos os quais não são bem vindos.
Por isso patino quando estou triste: me liberto de uma forma produtiva de coisas improditivas (ou não). De qualquer forma, se me deixa mal, produz mal. Negativamente produtivas, pois bem.
Isso não importa.
O que me fez refletir de verdade, foi que o pensamento era algo que eu já tinha esquecido. Apagado. Deletado. Rasgado a página, se a gente for julgar minha vida um livro. Ou... apagado com a água, se fosse um nome na areia rente ao mar. Abstraído. Era algo totalmente out, que não fazia o menor sentido ressurgir justamente aonde nada ressurgia.
Concentrada na pista de gelo, no patins que estava apertando, e nos movimentos. No deslizamento. Dominando o patins antes que ele me dominasse, eu me perdi pensando em alguém.
E se fosse? Porque não foi? O que eu fiz de errado? Porque agora? Porque bem no meio do gelo. Onde tudo era frio? Onde tudo era nada? Onde eu me tornava apenas eu... e os pensamentos eram algo que viriam depois.
Nada nunca veio mais forte... na verdade. Foi muito... tenso. Eu agora estou chorosa, com medo do que vem a seguir, e com medo de achar que isso se foi para voltar.
Eu, que sempre temi os pecados, a gula, a avareza, a luxúria. Eu que sempre temi os erros, as dívidas. Eu que sempre fui politicamente correta com minha vida... Estou cometendo o pior dos pecados capitais, o pior dos erros: arrependimento.
Quando eu estou patinando o mundo acaba. Sou eu, e o gelo, sabe? É um pouco diferente do que eu sinto quanto toco violão. Quando eu canto. Porque algumas músicas me levam a lembrar de alguéns, e patinar no gelo é uma ação exclusivamente voltada para minha atenção nas piruetas, o que me priva de pensamentos os quais não são bem vindos.
Por isso patino quando estou triste: me liberto de uma forma produtiva de coisas improditivas (ou não). De qualquer forma, se me deixa mal, produz mal. Negativamente produtivas, pois bem.
Isso não importa.
O que me fez refletir de verdade, foi que o pensamento era algo que eu já tinha esquecido. Apagado. Deletado. Rasgado a página, se a gente for julgar minha vida um livro. Ou... apagado com a água, se fosse um nome na areia rente ao mar. Abstraído. Era algo totalmente out, que não fazia o menor sentido ressurgir justamente aonde nada ressurgia.
Concentrada na pista de gelo, no patins que estava apertando, e nos movimentos. No deslizamento. Dominando o patins antes que ele me dominasse, eu me perdi pensando em alguém.
E se fosse? Porque não foi? O que eu fiz de errado? Porque agora? Porque bem no meio do gelo. Onde tudo era frio? Onde tudo era nada? Onde eu me tornava apenas eu... e os pensamentos eram algo que viriam depois.
Nada nunca veio mais forte... na verdade. Foi muito... tenso. Eu agora estou chorosa, com medo do que vem a seguir, e com medo de achar que isso se foi para voltar.
Eu, que sempre temi os pecados, a gula, a avareza, a luxúria. Eu que sempre temi os erros, as dívidas. Eu que sempre fui politicamente correta com minha vida... Estou cometendo o pior dos pecados capitais, o pior dos erros: arrependimento.
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma frase aleatória para registrar
Pior que quando restam as cinzas, é quando restam apenas os sonhos.
sou
o medo, o mistério, e a angústia
entre olhos brilhantes de uma felicidade ladra, fugitiva. escondida.
entre olhos brilhantes de uma felicidade ladra, fugitiva. escondida.
Uma poesia.
Descobri que os poetas sentem tanto
Que nada sentem
Descobri que as nuvens são sinais.
Descobri os muros.
E, assim, meus limites.
Descobri que sorvete pode ser azedo
Que morango pode ser doce.
Depende do acompanhamento.
E assim, descobri que o inferno pode virar o céu
Com certas pessoas ao seu lado.
Descobri que eu sou um papel.
Em branco.
Descobri que pulseiras são fantásticas,
Sapatilhas são bonitas
E bolsas, talvez, úteis.
Descobri que o tempo não se apaga,
Mas que tudo que não pode ser apagado
Também não existe de fato.
Descobri que o tempo é a única coisa
Mais vaga que eu.
Descobri que sou vaga.
Repetitiva.
Um papel.
Em branco.
Que nada sentem
Descobri que as nuvens são sinais.
Descobri os muros.
E, assim, meus limites.
Descobri que sorvete pode ser azedo
Que morango pode ser doce.
Depende do acompanhamento.
E assim, descobri que o inferno pode virar o céu
Com certas pessoas ao seu lado.
Descobri que eu sou um papel.
Em branco.
Descobri que pulseiras são fantásticas,
Sapatilhas são bonitas
E bolsas, talvez, úteis.
Descobri que o tempo não se apaga,
Mas que tudo que não pode ser apagado
Também não existe de fato.
Descobri que o tempo é a única coisa
Mais vaga que eu.
Descobri que sou vaga.
Repetitiva.
Um papel.
Em branco.
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