sexta-feira, 13 de novembro de 2009

And so...

Cada parte de você é muito mais complexa do que parece. E eu odeio isso. Você pensa que sabe mais de você que todo mundo, e, por fim, se dá conta de que sabe tanto quanto eles: nada.
Quer dizer, temos muito tempo certo?
As pessoas que falam de você não tem muito tempo. Elas estão com você temporariamente e você está com você mesma sempre. Você acorda com você mesma, você passa o dia com você mesma, e você vai dormir com você mesmo. Como você se aguenta?
As pessoas não estão com você 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias ao ano.
E julgam saber.
Porque julgam saber não se sabe, elas simplesmente falam. Mas já que elas julgam, cá vai minha opinião a respeito: elas não tem o que fazer. Pronto.
E aí, voltando ao ponto, você, que sabe apenas que nada sabe -como alguém disse antes de mim- e eles que nada sabem mas pensam saber.
Um versus o outro.
E no final é um tal de ninguém sabe que tem me irritado. Não sei porquê. (Digo, também não sei porque).
Mas enfim... Não sei. Apenas não sei. E também não sei se esse é um diálogo (comigo mesma) muito construtivo, porque as pessoas devem passar a vida inteira se perguntando a mesma coisa e em 2000 anos ninguém deve ter chegado a uma conclusão melhor que a minha: que a vida e nós somos inexplicáveis, e que, no fundo, não há conclusão para se chegar.

Um comentário:

  1. Sempre há uma conclusão para se chegar. Só que ninguem chegou á ela ainda.Ainda.

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